quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

        "Tu amas-me? Eu sei que vais dizer que sim, e acreditarei na tua palavra; mas, se jurasses, 
   podias trair o juramento; dizem que Júpter se ri dos perjúrios dos amantes. Oh! querido Romeu! 
             se gostas de mim, dize-mo lealmente; mas, se apenas que fui muito fácil de conquistar, franzirei 
      as sobrancelhas, serei cruel e dir-te-ei 'Não', para te dar ansejo a que me faças a corte. Doutro
modo nem por todo o mundo o farei. A verdade, belo Montecchio, é que estou apaixonada, e por 
   isso talvez julgues leviana a minha conduta; mas acredita, meu senhor, que me hei-de mostrar mais 
         fiel do que aquelas que sabem melhor afectar reserva. Confesso que teria sido mais reservada se 
     tu não tivesses surpreendido há pouco a confissão apaixonada so meu amor. Perdoa-me, pois, e não atribuas a um amor leviano esta fraqueza que a noite escura te permitiu descobrir."

Nenhum comentário:

Postar um comentário